Música, pôr do sol e emoção marcam a estreia pública da Filarmônica Aruna em Maringá

Mais de 300 pessoas acompanharam a apresentação gratuita ao ar livre, que transformou o Parque Cidade Aruna em um espaço de encontro entre música, cultura e comunidade

A estreia pública da Orquestra Filarmônica Aruna Cidade Canção reuniu mais de 300 pessoas na tarde deste domingo (7), no Parque Cidade Aruna, em Maringá. O concerto gratuito, realizado ao ar livre durante o pôr do sol, marcou o primeiro encontro da nova formação sinfônica com a comunidade e consolidou a proposta de aproximar a música de concerto do cotidiano das pessoas.


Com repertório que transitou entre clássicos da música brasileira e internacional, a apresentação encantou o público e transformou o local em um espaço de convivência entre arte, paisagem e comunidade. Crianças, famílias, jovens e idosos compartilharam o mesmo cenário, reforçando o caráter democrático da iniciativa e fortalecendo o Movimento Urbano Cidade Aruna, que promove conexões entre pessoas, cultura, natureza e experiências capazes de fortalecer o sentimento de pertencimento e a vida em comunidade.     


A Filarmônica Aruna nasceu com o propósito de ampliar o acesso à música sinfônica em Maringá e fortalecer a cultura como elemento presente na vida urbana. O concerto deste domingo foi o primeiro de uma série de apresentações que devem integrar a agenda cultural da cidade.

Madrinha institucional da orquestra, a Aruna Urbanismo Arte celebrou a receptividade do público e a concretização de um projeto que vinha sendo construído há meses. Para o diretor, André Buzzo, o momento representa a materialização de um sonho coletivo.


“É um prazer imenso ver esse dia acontecendo. Desde o início, entendemos que nosso papel vai muito além de construir espaços. A orquestra é um presente para Maringá e acreditamos muito na força da cultura e da música como instrumentos de transformação”, afirmou Buzzo.


Para o maestro e diretor artístico da Filarmônica Aruna, Pedro Leal, o concerto representou um marco na trajetória da orquestra e no fortalecimento do vínculo entre a música sinfônica e a comunidade.


“Poder tocar em um entardecer tão bonito foi mágico para nós e para o público. Fizemos uma pequena apresentação musical do que está por vir e isso é fundamental para criar uma conexão entre a orquestra e as pessoas. Foi um espetáculo incrível e um dia que ficará marcado na nossa história, que está apenas começando”, destacou o maestro. 

Música que conecta pessoas

A emoção também foi compartilhada pelo público presente, que aprovou a proposta de unir música de concerto, espaço urbano e convivência comunitária. A maringaense Rosemary Cruz da Silva acompanhou a apresentação do início ao fim e destacou a importância da iniciativa para a cidade. 


“Estou amando. Maringá merece iniciativas como essa. A cultura fala com a alma e a música toca as pessoas de uma forma muito especial”, disse Rosemary.

Para o engenheiro civil Lucas Simone, a orquestra preenche uma lacuna importante na cena cultural local. “Maringá sentia falta de uma orquestra. É uma iniciativa muito bacana e acessível para toda a população”, avaliou.

O médico Martin Zavadinack Netto também destacou a qualidade artística da apresentação. “Está fantástico. É uma atividade cultural extremamente agradável. A música traz emoção e bem-estar para as pessoas”, afirmou o médico. 


Já a terapeuta integrativa Juliana Sundfeld Penido ressaltou o formato escolhido para a estreia. “Foi uma experiência fantástica. Ter um concerto ao ar livre é algo diferente e muito acolhedor para o público”, comentou.


Mais do que uma apresentação musical, o concerto da Filarmônica Aruna simbolizou o início de um novo capítulo para a cultura maringaense. A forte adesão do público demonstrou o interesse da comunidade por experiências culturais acessíveis e reforçou o potencial da orquestra de se tornar um dos principais projetos de formação de público, valorização da música de concerto e fortalecimento da identidade cultural da cidade.


Ao final da apresentação, a sensação compartilhada por músicos e espectadores era a mesma: a de que Maringá acaba de ganhar não apenas uma nova orquestra, mas um novo espaço de encontro entre arte, cidade e pessoas.

Fotos: Kaio Murilo


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